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UM NATAL DE ESPERANÇA

A vida corre e foge-nos a uma velocidade louca.  Há que saborear os melhores momentos. O Natal é o melhor tempo para parar, meditar e conviver. O Natal é aconchego, alegria, família e partilha. Em simultâneo, é memória que traz – sempre – a saudade e a tristeza, por não termos entre nós os que partiram e continuamos a amar.

O presépio e o nascimento de Jesus remetem-nos para a força da humildade, do autêntico e da simplicidade. Nascemos todos iguais. O “outro” é como “eu”. Os valores da tolerância, igualdade, defesa da dignidade humana deveriam estar presentes em todos os lugares do planeta. Infelizmente, as violações dos direitos humanos, a discriminação de raças e as desigualdades são gritantes.

O Natal é Paz, o que implica reconciliação e perdão. Neste Natal, o nosso pensamento tem de estar com as vítimas das guerras e em especial com o povo ucraniano.

 O Natal é Fé e Esperança. Dá-nos alento, confiança e a certeza que a pandemia, a guerra, as dificuldades serão superadas. Temos de conseguir. O Natal é também solidariedade. Deveria ser inspirador permanente da nossa ação. Os desafios que temos pela frente só serão vencidos se partilharmos, se estivermos coordenados e atuarmos de forma solidária. O combate às alterações climáticas, a segurança, a defesa, a conectividade segura, a energia, a saúde e a proteção civil são desafios que só venceremos se atuarmos de forma coordenada e solidária. O espírito natalício pode e deve perdurar durante todo o ano e em todos os lugares. Faço votos que cada um de nós faça a sua parte.

 Os últimos anos relembraram-nos, ou melhor, despertaram-nos para o facto de que nada pode ser dado como garantido. Depois de uma terrível pandemia, assistimos em 2022 ao início de uma guerra provocada pela Rússia que invadiu a Ucrânia sem justificação.

Felizmente, a UE tem sido solução. O financiamento da investigação possibilitou vacinas eficazes para a covid-19. A compra das vacinas pela Comissão Europeia evitou que cada Estado-Membro entrasse numa guerra de concorrência que levaria a uma escalada de preços e a que os Estados-Membros mais pobres tivessem dificuldades em comprá-las. Para fazer face aos efeitos negativos da pandemia, a Comissão Europeia endividou-se para dar uma “chuva” de milhões aos Estados-Membros. A UE tem apoiado a Ucrânia e tem sido solidária com os países em desenvolvimento. Ao longo das suas sete décadas de existência, a UE tem sido sinónimo de Paz e de valores.

Por isso, neste Natal, permitam-me a ousadia de vos deixar um desafio. Desfrutem da vossa família e congratulem-se com a simplicidade dos pequenos gestos que tanto significam para os outros. Quando estivermos reunidos em família, pensemos o quanto somos privilegiados por vivermos em paz. Devemos ser gratos e demonstrar essa gratidão também com solidariedade. Em Portugal, temos muitas famílias a braços com graves dificuldades económicas, fruto desta crise que atravessamos. Se puderem, ajudem quem mais precisa, pois é esse o verdadeiro espírito de Natal que devemos vivenciar todos os dias do ano, no nosso trabalho, na nossa família e em todos os círculos onde nos movemos.

Alegria, gratidão e solidariedade devem ser concretizadas com ações. Devemos agir em conformidade com os valores essenciais que nos distinguem como seres humanos.

Na União Europeia, trabalhamos todos os dias para defender os valores para que a Europa possa ser um espaço de felicidade e realização. Como eurodeputado, essa é a minha missão. Sou assumidamente defensor da política de proximidade, que tem, necessariamente, de ser exercida de forma constante. Tenho as responsabilidades políticas de perceber as necessidades das populações, empresas e instituições e propor as melhores soluções. Tenho o compromisso e a responsabilidade de defender o interesse nacional – e de modo particular dos distritos de Braga, Viana do Castelo, Bragança e Vila Real -, no contexto da União Europeia. Um espaço sem fronteiras, de oportunidades e desafios, que se distingue pela qualidade de vida, pela valorização dos direitos humanos, sociais e ambientais, e onde queremos mais partilha e solidariedade.

 Termino, desejando a todos os minhotos, portugueses e europeus um Santo Natal, em família, repleto de amor, paz e esperança!  Pois, como disse um dia Sophia de Mello Breyner, não há força maior do que a daqueles que estão unidos por uma esperança comum”.

Gosto

+O Presépio Vivo de Priscos, em Braga, está de regresso. O maior presépio ao vivo da Europa já está à espera dos visitantes. Foi inaugurado no passado domingo e traz-nos uma importante mensagem. Este ano, a organização quer ajudar figurantes e visitantes a refletir sobre a violência no namoro. A ideia desta temática surgiu do exemplo de São José que diante das dúvidas da gravidez de Maria, não a agride, não a expõe às reações da comunidade com implicações provavelmente trágicas, mas tem a coragem de ser alternativo, dialogando, refletindo e tomado opções por um amor que protege e não agride. Só este ano, em Portugal, já morreram 22 mulheres assassinadas em contexto de violência doméstica. A mais nova tinha 27 anos e a mais velha 74. A ciberviolência está a aumentar entre os jovens. Temos de agir. Não podemos aceitar nem tolerar qualquer tipo de violência de género. A União Europeia criou uma linha de apoio para as mulheres vítimas de violência ligarem para obter aconselhamento e apoio. O número é igual em toda a Europa: 116 016.

+ Poderia ter sido mais ambicioso, mas já é um passo importante o novo acordo na União Europeia sobre as possibilidades de pesca para 2023, no Atlântico e no Mediterrâneo, e até 2024 para as espécies de águas profundas, em águas geridas pelo bloco que traz boas notícias para os nosso pescadores: Portugal teve um aumento em quatro espécies economicamente relevantes, como a pescada!

Não-Gosto

– Como todos os portugueses fiquei triste com a eliminação de Portugal. Perdemos uma enorme oportunidade dado o talento e a qualidade dos nossos jogadores. Portugal podia ter chegado à final e ter sido campeão do Mundo. E não receio de afirmar que o nosso Cristiano Ronaldo também o merecia. Cristiano Ronaldo é um fenómeno da natureza, um exemplo de determinação e superação. À escala global é o português mais conhecido de sempre. Para mim, o melhor jogador do mundo. Merece a nossa gratidão e reconhecimento. Ficará eternamente na galeria dos melhores jogadores de futebol. É imortal. O maior desafio que o CR7 tem é o de saber sair. Não será fácil, mas tem de conseguir. O Cristiano saiu do campo lavado em lágrimas. Percebo bem a sua frustração.

 – Uma vez mais somos atingidos com uma catástrofe provocada pelas alterações climatéricas: as inundações e mau tempo fazem-se sentir um pouco por todo o país e com a capital no epicentro desta tragédia! O combate às alterações climáticas é uma emergência que exige ação imediata e coordenação à escala global. A demora implicará – sempre – mais dificuldades, maiores custos ambientais e sociais. É urgente agir. Os fenómenos extremos serão cada vez mais uma constante. Numa momentos de seca extrema, noutros de chuvas torrenciais. Os fundos europeus devem ser utilizados para prevenir os efeitos negativos decorrentes destes fenómenos.

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