Voto Rui Rio

2 de Janeiro, 2020

 

Aprecio o desprendimento, a coragem e a seriedade de Rui Rio. É credível e - também por isso - transmite confiança. Na última campanha eleitoral, revelou a competência de sempre, mostrou a força que lhe é reconhecida e apresentou propostas. Rui Rio representa hoje uma visão para o país e tem o único projeto que pode levar o PSD a afirmar-se como força governativa em Portugal. Por isso, deixo aqui algumas razões que me levam a ser do PSD e a votar em Rui Rio.

Muitas vezes, afirma-se que o Rio da campanha eleitoral deveria ter existido antes. A verdade é que é o mesmo! Sempre que pôde falar livremente, sem filtros, sem cortes nem montagens, Rui Rio saiu por cima. Um exemplo inequívoco é o debate com António Costa, que o presidente do PSD venceu de forma clara.

Rui Rio começou na JSD, foi deputado à Assembleia da República e presidente da Câmara Municipal do Porto. Sempre pelo PSD. Mas candidata-se por Portugal.

Nas últimas eleições, tal como já tive a oportunidade de aqui afirmar, o PS, o PSD, o CDS, o PCP e o BE não atingiram os seus objetivos. O PS ganhou, mas não atingiu o objetivo da maioria absoluta. E todos os outros partidos perderam votos. Os ventos internacionais eram altamente favoráveis ao Partido Socialista. Só a assertividade de Rui Rio permitiu ao PSD resistir e manter-se como a única verdadeira força de oposição à governação socialista. Foi Rio quem segurou o PSD e, rejuvenescendo o Partido, o tornou na única alternativa ao PS. Tudo isto com o indispensável e incansável apoio dos candidatos, dirigentes, militantes e simpatizantes. Foi a força do líder do PSD e o trabalho resiliente de todos os sociais-democratas que impediu a maioria absoluta do PS. Tenho dito e repito: estou convencido de que pelo PSD ninguém teria tido um melhor resultado que Rui Rio.

A estratégia que Rui Rio propõe é a certa! Para voltar ao governo, o PSD tem de convencer e atrair os eleitores que votaram no PS! Isto é uma evidência. Não servirá de nada o PSD atrair apenas os eleitores mais à direita do PSD. Se o PS e os partidos à sua esquerda tiverem maioria no Parlamento, continuaremos a ter geringonças formais ou informais. Sem uma alternativa ao centro, Portugal continuará aprisionado pelas esquerdas.

O PSD e o PS são ambos europeístas e partilham valores como a defesa do Estado de Direito, a dignidade humana e a liberdade de imprensa. Mas o PSD é muito diferente do PS. O PSD aposta no mérito, no rigor, na competitividade, no empreendedorismo, na iniciativa privada, nas reformas estruturais. É desta forma que o elevador social funciona! O objetivo é evitar que existam pobres, não é impedir a existência de ricos. O PSD não aceita nivelar por baixo na economia, rejeita o facilitismo na educação e quer um sistema de saúde aberto, inclusivo e sustentável. O Estado deve regular, velar pela segurança, proporcionar educação e saúde. Mas a educação e a saúde não têm que ser uma exclusividade do Estado.

A concorrência e a liberdade de escolha são essenciais para promover a excelência e a qualidade. O PSD acredita no indivíduo, na liberdade individual e na responsabilidade. É preciso criar riqueza para a distribuir e promover a inclusão. O PS promove a asfixia fiscal. É sempre o campeão no aumento de impostos, na invenção de novos impostos e na penalização dos que poupam e trabalham. Tem de valer a pena trabalhar e poupar!

Por cada ano de governação socialista, a máquina do Estado português fica mais pesada, a fatura dos nossos impostos fica mais cara, as grandes obras – além de escassas – estão cada vez mais centralizadas e os nossos serviços públicos degradam-se todos os dias.

Portugal precisa do PSD e de Rui Rio como Primeiro-Ministro. Estou convencido que o líder do PSD será Primeiro-Ministro. O PS não conseguirá varrer para debaixo do tapete o tempo todo. Não é possível estar sempre a cativar e a aumentar impostos. Não é possível estar sempre a esconder que os orçamentos aprovados não são executados. Não dá para continuar a disfarçar!

Para mim, há princípios que são transversais a todas as organizações. Quem delas faz parte tem o direito e até a obrigação de discordar e apresentar propostas alternativas. Mas há momentos para esse efeito. Não é aceitável jogar numa equipa e tentar marcar “autogolos” em vez de apontar à baliza do adversário. O projeto do PSD para o país está primeiro do que qualquer projeto pessoal.

Por isso, nas eleições diretas do PSD, voto Rui Rio.

 

GOSTO

  • A atleta Mariana Machado, do SC Braga, fechou em grande o ano 2019 ao bater o recorde nacional de juniores de 3.000 metros em pista coberta, que pertencia desde 2000 a outra atleta bracarense, Jéssica Augusto. Com 19 anos, Mariana Machado alcançou a 11.ª melhor portuguesa de sempre na distância. É um bom prenúncio e também uma motivação extra para o novo ano e para a carreira agora como sénior.

NÃO GOSTO

  • O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, veio a público classificar de “fraquíssima qualidade” a gestão das empresas portuguesas, entre outras críticas, como incapacidade para valorizar inovação e pós-graduados. Um ataque injusto e uma inaceitável ingratidão para com os empresários portugueses, que seguraram e puxaram pelo país nos anos de grave crise provocada pela desgovernação socialista, sob gestão de governos de que o próprio Santos Silva fez parte.

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