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Ferrovia: Incompetência socialista

IN Jornal NOVO, 27/01/2024

A ferrovia é mais um exemplo da incompetência, leviandade e falta de transparência da governação socialista. Não há planeamento nem envolvimento do território. A ferrovia deveria contribuir para a competitividade e a coesão de Portugal. Infelizmente, o interior, as áreas com menos densidade populacional são -permanentemente- esquecidas.

A discussão relativa à ferrovia, e nomeadamente sobre a Alta Velocidade, é tão antiga que o consenso deveria estar firmado e os projetos já prontos para serem lançados a concurso.

Infelizmente, tal não acontece e, por isso, temos perdas de fundos europeus, um enorme atraso na execução e falta de transparência.

Portugal tem de aproveitar o mercado interno e os seus 450 milhões de consumidores. É crucial remover as barreiras no que diz respeito ao transporte de mercadorias e de passageiros. Não é aceitável que ainda se discuta e não se resolva o conflito “bitola ibérica versus bitola europeia”. É urgente chegar a um acordo com Espanha, acabar com este impasse que se traduz em desperdício de recursos, perda de competitividade, desrespeito pelos compromissos europeus. O raciocínio é simples e lógico: em toda a UE, os comboios devem circular “livremente” numa mesma bitola. António Costa não fez nenhum trabalho com o governo de Espanha para por termo a esta “ilha” ferroviária. Por outro lado, temos um enorme atraso na execução da ferrovia em território nacional. Convém recordar que Pedro Nuno Santos foi um “empata” e incompetente nesta matéria que era da sua responsabilidade.

O governo, depois de muito pressionado, revelou que o custo do TGV Lisboa-Porto será entre 7000 milhões e 8000 milhões! Como se 1000 milhões de euros fossem migalhas. Afinal não há um estimativa séria de custos? Foi revelado que seriam lançados a concurso 4 troços e que o custo do bilhete Lisboa/Porto seria de 25 euros. O governo lançou o concurso público para o TGV com a mentira de que se tal não acontecesse até 30 de Janeiro deste ano se perderia cerca de 730 milhões de euros de fundos do Mecanismo Interligar a Europa (MIE). A verdade é que esse prazo era para a apresentação da candidatura e não para o lançamento do concurso como, é fácil de se demostrar. Note-se que Portugal não concorreu à chamada do MIE de 2021. Em 2022, a candidatura não foi aprovada porque não estava bem elaborada. Mais uma vez, uma prova clara de incompetência. A candidatura que vai ser agora apresentada é para a 1a fase do TGV e abrange os troços Porto/Oiã e Oiã/Soure, tem um custo de 3500 milhões de euros e solicita-se o montante de 729 milhões do MIE. No entanto, o governo só lançou o concurso para o troço Porto/Oiã. O concurso para Oiã/Soure, está previsto para o final de junho de 2024! Afinal não lançou o concurso que corresponde à candidatura. É muito estranho que o governo não lançe em simultâneo o concurso Porto/oia, Oiã/Soure. Porque é que o governo não explica?

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