O golpe da esquerda radical

29 de Setembro, 2016

Com o aplauso dos "novos" socialistas, Mortágua assumiu publicamente que há que perder a vergonha e ir buscar o dinheiro a quem está a acumular dinheiro. É um incentivo ao parasitismo.

Portugal assiste a uma tentativa de "sovietização" da economia por parte da esquerda radical liderada por António Costa.

Uma sociedade que desvaloriza o mérito, o rigor, a poupança, o trabalho, está condenada à miséria, como bem prova a Venezuela.

Há uma nova narrativa em curso: os "outros" que paguem. Esta mensagem está presente desde logo na defesa do perdão da dívida a Portugal.

Este "Chavismo-Costista" vai ficar caro a Portugal e os pobres são os que mais ainda sofrerão.

Os verdadeiros ricos depressa "despacham" o seu dinheiro para fora de Portugal. A classe média, os pequenos proprietários e os pequenos e médios empresários serão as vítimas.

A desvalorização do mérito e do rigor começou com um ataque na educação. Está tudo dito quando Catarina Martins afirma que prefere ser operada por um cirurgião que tenha sido feliz na escola, do que por um que tenha sido testado na escola! Uma escola rigorosa! Um dia desses, haja ou não esforço, todos têm de ser aprovados!

De seguida, a esquerda radical atacou a propriedade privada. Para eles, tudo deveria pertencer ao Estado. Catarina Martins consegue afirmar que o imobiliário não é um investimento! Ela não sabe que uma casa precisa de um projecto de arquitectura e de cálculos de estabilidade feitos por gente com habilitação! Depois, há várias licenças! Mas as casas têm fundações, cimento, tijolos, telhas, móveis, electricidade, telefone, canalizações, madeira. Quem compra a casa paga a escritura e mais impostos. Todos anos o proprietário paga o imposto municipal de imóveis! Catarina: está a perceber quantos empregos e quantos impostos giram à volta do imobiliário?

Eu sei que detesta a propriedade, a liberdade individual e que entende que tudo devia ser do Estado.

O PS, a reboque do Bloco e do PCP, votou favoravelmente a penalização dos imóveis que tenha uma boa exposição solar! Mas a eficiência energética não devia ser incentivada?

Recentemente, novamente a Mortágua, substituindo o inexistente Centeno e em coordenação com o governo e o PS, anunciou um novo imposto para quem tenha um património acumulado acima de 500 mil euros. A proposta ainda não estava fechada, mas foi anunciada! Assistimos a recuos, mas os danos já se concretizaram. Assim, não haverá investimento. A previsibilidade e a confiança são essenciais para os investidores. Não admira que o investimento esteja a cair. Esta esquerda radical não sabe, não imagina, o que trabalham e o que poupam os portugueses que estão espalhados pelo mundo. Muitos investem em Portugal e aqui depositam o seu dinheiro. Até esses perdem incentivos para o fazer. Vão deixar de o fazer. Estamos a assistir ao confisco, ao roubo por parte da esquerda radical.